O que é pagão?

Bom, você já deve ter se perguntado ou alguém já lhe perguntou isso, mas na realidade o que define a palavra: “pagão”?  É apenas uma pessoa que não acredita em Deus, mas em qual Deus?

O Termo pagão, usado desde os primórdios religiosos deriva de uma palavra de origem do latim “paganis” que significa “apagado” (algumas pessoas acreditam que também signifique “aquele que veio do campo” pelo fato de que a maioria das pessoas que eram classificadas na época como “pagão” eram pessoas que viviam o campo, e esses por estarem fora do contato com as grades civilizações, se recusavam a mudar suas crenças, pois não tinham diariamente a pressão religiosa imposta pelos conquistadores). Esse termo era utilizado pelos Cristãos da época para definir aquele que não acreditava em deus, ou seja, “era um apagado” não tinha crença alguma, em geral era utilizado para definir bruxos(as) feiticeiros(as) magos, sacerdotisas e pessoas que se dedicavam a arte da magia e alquimia (sendo que acredito plenamente que a igreja também possuía secretamente os seus “pagãos” para aprenderem as artes secretas para dominar e induzir magicamente e psicologicamente seus fieis e grandes massas) porem se você parar para pensar e avaliar a palavra e quem recebe esse adjetivo, você vai pensar: “mas eles tinham uma crença, eles acreditavam em um Deus!”, bom quando digo esse “Deus”, vou explicar mais a frente, algo que chamo de falso sincretismo.

Então já que eles tinham uma crença, ou seja, eles acreditavam em algo, mesmo assim foram chamados de “apagados”, a igreja na época utilizava essa palavra para definir todos aqueles que não estavam dentro dos conceitos cristãos na época, então quem não acreditava no mesmo Deus que um cristão era um “apagado”, mas isso no conceito deles, pois uma pessoa que não era cristão tinha suas crenças também, acreditavam em algo então não era um “pagão”.  Mas pelo hábito linguístico, a palavra acabou sendo adotada sem se notar o real significado dela. Até hoje algumas pessoas se definem como pagãos sem saber o que realmente se esconde atrás dessa palavra a utilizam para definir uma crença em vários deuses, o que é chamado e politeísmo, o que entra o “falso sincretismo” que citei anteriormente; vamos analisar essa palavra: Politeísmo (do grego: Poli, muitos, Théos, deus: muitos deuses), em geral é uma palavra usada para a crença em vários deuses, no entanto, indo um pouco mais afundo nessas culturas, utilizarei os egípcios (é de conhecimento geral) que acreditavam em “vários deuses” (politeístas), mas na realidade existia um soberano entre eles, Amom-Rá era o soberano, o deus dos deuses, no entanto eles possuim a crença em um único deus soberano, os outros eram subordinados e faziam parte de uma escala hierárquica, assim tambem funciona com os Católicos (exemplo mais popular), acreditam em um único Deus Soberano, e existem anjos, santos, martirs, etc… Todos esses tambem fazendo parte de uma escala hierárquica, então tambem são politeístas? Pois é como se na época dos egípcios Amom-Rá fosse o soberano e os outros fossem soldados, anjos, santos e etc… agora você diz: “Mas não!!! Isso é heresia!!! Os deuses egípcios eram diferentes dos Santos católicos, os deuses egípcios eram dominadores do fogo, terra, água, ar e eram adorados por isso!” bom, na realidade os santos católicos não são tão diferentes não, a não ser pelas aparências, pois citarei a Santa Barbara, denominda “Santa das Tempestades”, pois bem, qual a diferença entre ela e um deus(a) das tempestades? Dominavam o mesmo efeito! O que faz ser complicado é o título usado, na realidade na época dos egípcios, sumérios, abssinios, persas, gregos, babilônicos e etc… Não utilizavam esse termo anjo referente a divindades, eram todos chamados de deuses, pois um deus é aquele que cria que faz e domina (então tambem somos deuses? Pois criamos! Criamos o nosso próprio universo! Temos o dom de criar, acredito que tambem temos um deus dentro de nós mesmo, uma fonte de ligação com o Criador, pois Ele tambem nos deu o dom de criação!) então eram chamados de deuses e não de anjos, santos etc, eram povos mais ligados ao real sentido linguistico, outro fator é que eles – os egipcios, sumérios, abssínios… – não davam esses aspectos a pessoas físicas encarnadas como os católicos (que provavelmente faziam para mostrar que Deus havia mandado direto dos céus um ente para poder ensinar uma vida aos fíeis – tudo uma questão politica), os povos antigos personificavam esses eventos em formas simbólicas, com associações que união homem e natureza denominando eventos e fatos que derivam direto da criação do criador ou até mesmo do criador que acreditavam. Existe uma linha tênue que separa essas opiniões, na realidade é uma luta para que se sobreponha seus pontos de vista!

Muitas religiões são consideradas pagãs e politeístas, na realidade discorde dessa classificação, lógico que com algumas exeções, pois existiu antes das religiões islâmicas nos emanharados árabes, uma crença em diversos deuses que se impunhão únicos e sem ligação harmonica entre a criação deles deixando a história com várias pontas soltas.

Espero ter ilucidado e esclarecido a dúvida de alguns leitores que me perguntam frequentemente a respeito do assunto. Qualquer e eventual dúvida estarei a disposição.

 

Grato

 

Solaris.

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